Vênus e Lua as governantes da Ginecologia Natural.
- Bárbara Ferreira

- 21 de abr. de 2025
- 4 min de leitura
Atualizado: 26 de nov. de 2025
Ao estudar os dias da semana na aula de italiano de ontem, fizemos uma correlação com os planetas. Em português, essa relação não é tão evidente, mas

em outros idiomas, como inglês e italiano, é possível identificar a assinatura planetária de cada dia da semana: "Saturday" (sábado em inglês) é o dia de Saturno, "Monday" (segunda-feira) é o dia da Lua, "Sunday" (domingo) é o dia do Sol; em italiano, temos "lunedì" (dia da Lua), "martedì" (dia de Marte), "mercoledì" (dia de Mercúrio), "giovedì" (dia de Júpiter), "venerdì" (dia de Vênus), "sabato" (dia de Saturno) e "domenica" (dia do Sol).

Mas não era sobre isso que eu queria falar; fiz apenas uma introdução para contextualizar a reflexão que se inicia aqui:
Ao descobrir que Vênus em italiano é "Venere", lembrei-me do antigo termo usado para infecções sexualmente transmissíveis: doenças venéreas — literalmente, doenças de Vênus, ou doenças que nascem do amor romântico e da intimidade. Nos estudos da medicina espagírica, um legado da relação de Paracelso, médico renascentista que revolucionou a medicina com a alquimia egípcia no século XV, Vênus rege o feminino, o fértil e a harmonia que permite a criação, além de reger a glândula suprarrenal. Seu desequilíbrio pode afetar o sistema genitor-urinário, a bexiga, os rins, o baixo ventre e a fertilidade tanto feminina quanto masculina.
Minha história com o cuidado natural está intimamente ligada às regências de Vênus e da Lua. A Lua rege as gônadas, o sistema reprodutor e o sistema nervoso, além de influenciar seios, úteros, ovários, fecundidade e as atividades sexuais. Seu desequilíbrio pode impactar o ciclo menstrual, as funções femininas (hormônios sexuais) e a saúde mental. A Lua também rege os partos.
Acompanhei o primeiro parto aos 15 anos, o segundo aos 18, e aos 20 anos fiz meu primeiro curso de doulagem. Em 2016, já participava de congressos de parteria pelo sertão do Brasil. Aos 21 anos, fui iniciada no caminho da ayahuasca e comecei a estudar profundamente minha própria saúde mental, bem como a das pessoas. Apesar de cursar História na universidade, assistia a matérias de Psicologia, como Esquizoanálise e Esquizodrama; mais tarde, fiz pós-graduação em Psicologia Social.
Durante uma viagem de estudos pelo Brasil profundo, formulei uma pergunta a ser feita a todas as mulheres, erveiras, parteiras e benzedeiras que encontrasse: "Qual planta você mais utiliza no tratamento de mulheres? Qual levaria em sua capanga para atender ao chamado de uma mulher?" Sem saber, meu mapa natal, essencialmente venusiano, estava expresso nessa pesquisa. Mais tarde, por meio do zine de Pabla Pérez, conheci o termo “Ginecologia Autônoma e Natural”, que passou a nomear minha pesquisa e minha prática.
Seria a Ginecologia Autônoma e Natural o estudo das doenças de Vênus e da Lua? E das suas respectivas plantas? Plantas que, regidas por essas estrelas, ensinam ao corpo a expressão perfeita da natureza desses planetas e, por isso, restabelecem o equilíbrio desses aspectos? Plantas como sálvia, artemísia, pimenta rosa, alfazema, rosmaninho, rosas e tantas outras.
Mas o que seria a Ginecologia Natural? Um movimento? Um conceito? Ou, apenas, um termo? Na minha visão, ainda é um termo; não se pode dizer que é um movimento, pois falta o caráter organizativo para tal, tampouco é um conceito, pois para isso precisaria abarcar expressões comuns, e ainda falta o comum e a comunidade em torno desse termo. Contudo, acredito que, com nossos esforços e nossa união, em breve será um conceito e, quiçá, um movimento.
Há cerca de três anos, comecei a me dedicar ao aprofundamento e à pesquisa de doenças que vão além da Ginecologia Natural, abordando aspectos de outras estrelas, como Mercúrio — que rege questões respiratórias, da pele e dos pulmões — cuidados do estômago e intestino, regidos por Saturno, e do fígado, regido por Marte. Senti meu "pote" tão cheio que parecia um álcool saturado de resinas, não absorvendo mais nada. Então, um professor da Floresta me disse: "Esvazia o pote, entrega o que já está maturado e abre espaço para o novo."
Desde então, surgiram muitas dúvidas: Como entregar uma vida de estudos? Como e para quem entregar o legado das minhas mais velhas ? Como balizar eticamente essa entrega? Como, onde e por quê?
Depois que uma integrante da mentoria para negócios femininos me trouxe uma demanda específica, a Dandara: "Bá, por que você não faz uma formação de cuidadoras em Ginecologia Natural? Fiz vários cursos, mas falta humanidade, falta vivência no que dizem. Tem até homem ensinando sobre Ayurveda em saúde da mulher! Por favor, entregue o que você sabe."
Assim, criei uma escola. Este lançamento não é oficial e ainda não está no mundo, mas se você leu até aqui, pode fazer parte deste grupo de fundadoras que levará adiante esse conhecimento e, em breve, será a professora, cuidadora e criadora dessa escola.
Vocês podem saber mais pelo site: metodociclonatural.com ou nos contatar pelo WhatsApp: https://wa.me/73999038327.
As primeiras inscritas tem uma bolsa de estudos parcial e significativa, além de condicoes de pagamento facilitadas, o uncio pre requisito: se comprometer em nunca deixar esse conhecimento morrer.
Bem-vindas ao caminho sem fim e sem volta do estudo lunar e venusiano. Com amor, Bárbara. Ps.: algumas palavras estão em letra maiuscula pois se referem ao significado filosofico das mesmas, não ao seu sentido ordinário.




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